segunda-feira, 12 de abril de 2010

Localizados corpos de meninos mortos em Luziânia

O pedreiro Adimar de Jesus, de 40 anos, morava perto das vítimas que matou a pauladas.


o assassino em série indicando o local onde enterrou os corpos. O pedreiro Adimar de Jesus, de 40 anos, morava perto das vítimas que matou a pauladas.Os corpos foram encontrados em uma fazenda em Luziânia, Goiás, a 70 quilômetros de Brasília. Os corpos foram encontrados 100 metros abaixo, no fundo de um vale. Eles foram enterrados próximos uns dos outros, num raio de 30 metros.Diego, de 13 anos, foi o primeiro a desaparecer no dia 30 de dezembro do ano passado. Depois sumiram Paulo Victor, de 16 anos, George, de 17, Divino, de 16, Flávio, de 14 e no fim de janeiro, Márcio Luiz, de 19 anos. “Ele oferecia pequena quantia em dinheiro para que os menores, os adolescentes os acompanhassem para realizar um pequeno serviço e daquele pequeno serviço, a conversa evoluia para o contato sexual", diz o chefe da Policia Judiciária, Josuemas Vaz de Oliveira. Adimar já havia ficado preso em Brasília por mais de quatro anos por pedofilia. Ele foi solto em dezembro do ano passado, beneficiado pelo progressão de pena, direito dado a presos de bom comportamento. Apesar de um laudo psiquiátricos atestarem que ele apresentava sinais de psicopatia. Uma semana depois fez primeira vítima. Para o Ministro da Justiça houve falha na soltura de Adimar. “Não posso dizer, identificar quem especificamente falhou, mas há uma falha desse sistema de reintegração social. Nós precisamos corrigir", diz Luiz Paulo Barreto. Foram quase três meses e meio entre o primeiro assassinato e a prisão de Adimar. “Houve uma resposta, a resposta de esclarecimento e mais do que tudo a oportunidade de punir esse cidadão, retirá-lo do convívio social pra que ele não volte mais a praticar crimes dessa natureza", conta o ex-secretário de segurança, Ernesto Roller. Para as famílias, restou a dor. “É horrível saber que ele não vai voltar mais pra casa", revela Aldenira, mãe de Diego. “A gente imaginou que Luziânia inteira ia fazer uma festa. E não um velório", conta Lúcia Maria de Souza Lopes, irmã de Márcio.

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